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Tras el aumento de tarifas y Brasil considerando la Ley de Reciprocidad contra EE. UU., el gobierno de Lula activa los BRICS y promete una retaliación estratégica; un especialista opina sobre cómo esto afecta la búsqueda de nuevos socios comerciales.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 10/09/2025 a las 14:23
Actualizado el 10/09/2025 a las 16:43
Lula reage ao tarifaço dos EUA no BRICS e promete retaliação. Gianetti analisa impactos nas exportações e novas chances com a China.
Lula reage ao tarifaço dos EUA no BRICS e promete retaliação. Gianetti analisa impactos nas exportações e novas chances com a China.
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Lula Endurece Discurso No BRICS Contra Práticas Tarifárias, Aponta Impactos Da Lei Magnitsky E Promete Retaliação Estratégica, Enquanto Roberto Gianetti Analisa Consequências Para Café, Carne, Manufaturados E Oportunidades De Expansão No Comércio Com A China.

O governo brasileiro intensificou nesta semana a ofensiva diplomática contra os Estados Unidos após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos nacionais.

Durante reunião virtual do BRICS, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os países do bloco são vítimas de “chantagem tarifária” e defendeu uma resposta conjunta às medidas de Washington.

O encontro contou com a presença de líderes de China, Rússia, África do Sul, Egito e Indonésia. A Índia foi representada por seu chanceler.

Segundo Lula, práticas extraterritoriais como a Lei Magnitsky, que recentemente mirou o ministro Alexandre de Moraes, ameaçam instituições nacionais e se somam às barreiras comerciais.

Críticas De Lula Aos EUA

Sem citar nominalmente os Estados Unidos, Lula declarou que “a chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento de conquista de mercados e para interferir em questões domésticas”.

Ele também classificou a presença militar norte-americana no Caribe como um fator de instabilidade e reiterou a necessidade de reformar organismos multilaterais como a ONU e a OMC.

Segundo o presidente, o BRICS deve atuar de forma coesa diante da pressão de potências hegemônicas.

“Dividir é uma estratégia do unilateralismo; unidos, defendemos o multilateralismo”, afirmou.

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Lula Reage Ao Tarifaço Dos EUA No BRICS E Promete Retaliação. Gianetti Analisa Impactos Nas Exportações E Novas Chances Com A China.

Impactos Imediatos No Café E Na Carne

Em entrevista ao jornal da Times Brasil nesta terça-feira (9), o economista Roberto Gianetti, ex-secretário da Câmara de Comércio Exterior, avaliou que o tarifaço já afeta setores estratégicos, como café e carne bovina.

“Em agosto, as exportações de café caíram 31% em volume para os Estados Unidos, embora o preço internacional tenha evitado uma queda maior em valor”, disse.

No caso da carne, porém, houve aumento de embarques, com crescimento próximo de 26% em quantidade e alta nos preços.

Para Gianetti, parte dessa redução no café reflete antecipação de compras feitas em julho por grandes torrefações norte-americanas, que estocaram produto brasileiro antes da elevação tarifária.

Ele acredita que o mercado internacional tende a se ajustar.

“Se a Colômbia redirecionar café para os EUA, abrirá espaço para o Brasil vender mais à Europa. Esse efeito de substituição deve evitar uma crise grave para o setor”.

Manufaturados São Os Mais Prejudicados

Apesar do alívio relativo para commodities, Gianetti destacou que os bens manufaturados são os mais prejudicados.

“Uma empresa de móveis do Paraná, que destinava 90% da exportação aos Estados Unidos, perdeu em uma canetada um mercado construído em dez anos. Esse é o drama maior: sapatos, confecções, móveis e alimentos industrializados não encontram substituição imediata”, afirmou.

O economista reforçou que as medidas não têm base técnica, mas política.

Segundo ele, a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal e a posição do Brasil no BRICS pesaram na decisão da Casa Branca.

China Se Torna Alternativa Ao Mercado Americano

Questionado sobre a possibilidade de a China absorver o excedente que não vai mais para os EUA, Gianetti avaliou que há espaço para ampliar vendas.

“Existe um mercado potencial enorme, inclusive para produtos semielaborados e combustíveis. O etanol, por exemplo, pode se tornar um item bilionário nas exportações ao mercado chinês”, afirmou.

Ele destacou que a relação comercial entre Brasil e China é complementar, diferente da rivalidade entre Pequim e Nova Déli.

Para Gianetti, essa característica abre oportunidades de médio e longo prazo. “Há muito campo para prosperar, desde que o Brasil diversifique mercados e produtos”.

BRICS Mais Unido Após Pressão Dos EUA

Embora reconheça divergências internas no bloco, como disputas territoriais entre Índia e China, o economista afirmou que a pressão dos EUA acabou fortalecendo a unidade dos países emergentes.

“Se há algo que Trump conseguiu foi unir mais os BRICS. A retaliação aproximou interesses e criou um contrapeso maior à política americana”, avaliou.

Gianetti acredita ainda que o setor privado norte-americano deve pressionar por mudanças. “O café arábica é produzido basicamente na América Latina. Se faltar, torrefações e consumidores vão reclamar em Washington. Pode ser que os EUA percebam que o tarifaço foi um tiro no pé”, disse.

Diversificação Como Saída Estratégica

Para o economista, o caminho brasileiro passa por reduzir a dependência de um único mercado e investir em novos destinos.

Ele citou o trabalho do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, na abertura de frentes comerciais.

“Os empresários estão se mobilizando, viajando em missões internacionais. Com tempo, o Brasil vai conseguir compensar parte das perdas e até ampliar exportações”, concluiu.

Em Meio À Disputa Comercial, Fica A Dúvida: O Brasil Conseguirá Transformar A Crise Com Os Estados Unidos Em Uma Oportunidade De Consolidação De Novos Parceiros Estratégicos?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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