Vídeo de Empresário em Santa Catarina Viraliza ao Relacionar Fechamento de Comércio à Dificuldade de Contratar Funcionários, Citando Afastamentos por Doença, Críticas a Programas Sociais e Forte Reação nas Redes, em Meio a Debates sobre Mercado de Trabalho, Salários e Políticas Públicas no Brasil.
Nesta semana, um empresário recorreu às redes sociais para gravar um vídeo em que afirma ter fechado as portas do próprio comércio, em Santa Catarina, por não conseguir manter a operação sem funcionários.
No registro, Hemerson da Silva diz que a dificuldade para contratar se intensificou nos últimos dias e atribui o cenário a programas sociais, citando o Bolsa Família como um dos motivos para, segundo ele, parte dos jovens “preferir viver de auxílio”.
Gravado na entrada da loja, o vídeo mostra o empresário falando diretamente à câmera enquanto relata o impacto do afastamento de funcionários e a impossibilidade de tocar o atendimento sozinho.
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As declarações se espalharam por diferentes perfis e páginas, gerando críticas e debates sobre salários, condições de trabalho e o funcionamento de políticas de transferência de renda.
Vídeo do Empresário e Relato sobre Fechamento da Loja
Logo no início, Hemerson relata que a rotina já vinha sendo pressionada por falta de pessoal em outras unidades e que, naquela semana, a situação piorou.
Segundo ele, um funcionário estava afastado “por atestado” havia duas semanas e, no mesmo período, a gerente comercial teria adoecido, com sintomas de gripe.
“Os funcionários que estavam aqui ficaram doentes e tal. Mas dessa vez, eu tô com um funcionário com atestado já há duas semanas (…) mais de quatro dias. Enfim, aí hoje a nossa gerente comercial ficou doente com uma gripe muito terrível. (…) Aí não tem como trabalhar sozinho aqui”, afirmou no vídeo, ao explicar que não conseguiria manter o funcionamento sem apoio no atendimento.

Na sequência, o empresário disse que nunca havia enfrentado um quadro semelhante e declarou ver contradição entre a queixa de falta de emprego e a dificuldade de contratar no comércio local.
“Desesperador pra mim, que sou empresário, num país que reclama tanto que não tem emprego, passando fome (…) Então é bolsa isso, bolsa aquilo. E Santa Catarina tem tanta reserva de emprego. De gente no comércio. Não tem funcionário”, afirmou.
Bolsa Família e Debate sobre Políticas Sociais
O Bolsa Família é o programa federal de transferência de renda voltado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, relançado com regras e adicionais conforme a composição familiar.
Em 2025, o benefício tem valor mínimo por família e complementos que variam com a presença de crianças, adolescentes e gestantes, entre outros critérios estabelecidos pelo governo.
Dados divulgados em 2025 em balanços e comunicados oficiais e reportagens de serviço indicam que o programa atende dezenas de milhões de pessoas por meio de milhões de famílias e movimenta bilhões de reais por mês.
Em números divulgados para pagamentos de 2025, o valor médio mensal do repasse por família aparece na faixa de cerca de R$ 670, variando conforme o mês e o perfil do público atendido.
Ainda assim, o vídeo não apresenta dados que conectem diretamente o recebimento do benefício à recusa de vagas, e o empresário não detalha salários oferecidos, jornada, tipo de contratação ou funções em aberto.
Sem essas informações, não é possível medir, apenas a partir do relato, o peso de cada fator na dificuldade de preencher postos.
Mercado de Trabalho em Santa Catarina e Falta de Funcionários
Embora o desabafo tenha atribuído a falta de trabalhadores ao Bolsa Família, o debate ocorre em um contexto em que empresas e entidades setoriais relatam dificuldades para contratar em diferentes regiões.
Em Santa Catarina, comunicados do governo estadual sobre intermediação de vagas pelo Sine destacam um mercado com demanda elevada por trabalhadores e ações de recrutamento em municípios, além de sucessivas divulgações de milhares de oportunidades abertas no estado ao longo de 2025.
Em notas institucionais, a gestão estadual também cita indicadores de baixa taxa de desocupação em Santa Catarina e a realização de feirões para aproximar empresas e candidatos.
Já entidades ligadas ao comércio têm reportado aumento de salários de admissão em várias ocupações do varejo e, ao mesmo tempo, queixas sobre escassez de mão de obra em funções específicas, especialmente em períodos de maior movimento.
Em âmbito nacional, análises de entidades e reportagens econômicas têm associado o “apagão” de mão de obra a fatores como rotatividade, descompasso entre qualificação e exigências das vagas, migração para trabalhos por conta própria e mudanças no perfil de busca por emprego, além de pressões salariais em alguns segmentos.
Essas leituras, porém, variam conforme setor e região e não se limitam a um único motivo.
Repercussão nas Redes e Críticas ao Discurso do Empresário
Depois de viralizar, o vídeo passou a receber respostas de internautas que contestaram a explicação apresentada pelo empresário.
Parte das críticas apontou que, se a empresa não consegue competir com o valor de um benefício social, o problema estaria na remuneração ou nas condições oferecidas.

“Tem que pagar salários decentes. Tem muito emprego; o povo tá escolhendo. Essa sua conversinha só cola em reaça endinheirado.”, escreveu um perfil no X.
Em outra mensagem, um seguidor comentou: “Pro bolsa família ser mais atrativo que o salário da tua empresa é melhor fechar essa joça mesmo.”.
Houve ainda quem sugerisse que o empresário recorresse a familiares para manter o comércio funcionando.
“Coloca a (sua) família pra trabalhar. Aposto que tem filhos, sobrinhos e afilhados…., mas nenhum deles podem ser explorados, né? Mas os de fora pode. (…).”, escreveu um terceiro usuário.
As respostas circularam junto ao vídeo, ampliando a discussão sobre o que explica a dificuldade de contratação no varejo, especialmente em cidades com oferta de vagas e baixa desocupação.
Em meio à repercussão, o caso também reacendeu uma disputa recorrente nas redes: a que compara valor de benefícios sociais com salários de entrada e usa essa conta para defender, criticar ou reinterpretar políticas públicas.
Com o vídeo ainda em circulação e sem detalhes públicos sobre as vagas oferecidas pelo empresário, como separar percepção individual e cenário econômico mais amplo na discussão sobre falta de trabalhadores?

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