Método Que Usa Água Em Vez De Fogo Para Transformar Corpos Em Pó É Legalizado Na Escócia E Já Chama Atenção Por Impacto Ambiental Menor
A aquamação ganhou destaque após ser legalizada na Escócia em 2 de março. O método, que utiliza água e solução alcalina para decompor corpos, surge como alternativa à cremação tradicional e promete reduzir emissões e consumo de energia.
O Que Muda Com A Legalização Da Aquamação
Após a morte de um ente querido, muitas famílias optam pela cremação. Nesse processo, o corpo é incinerado e as cinzas podem ser guardadas em urnas ou transformadas em objetos como pedras e colares.
Diferentemente de alguns sepultamentos, a cremação não apresenta riscos de contaminação do solo e do lençol freático. Ainda assim, o procedimento gera impactos ambientais relevantes.
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Para transformar um corpo em cinzas, a cremação tradicional leva entre duas e cinco horas de combustão.
Esse processo consome grande quantidade de energia e libera dióxido de carbono e outros poluentes na atmosfera.
Essas emissões somam milhões de toneladas por ano em todo o mundo, o que levou pesquisadores e empresas funerárias a buscar alternativas consideradas menos poluentes.
Como Funciona O Processo De Aquamação
A aquamação, também chamada de hidrólise alcalina, funciona como uma espécie de cremação com água. O método não utiliza fogo durante o procedimento.
O corpo é colocado em um grande tubo metálico pressurizado e aquecido. Dentro do equipamento existe uma mistura de água com uma solução alcalina, geralmente hidróxido de potássio.
A temperatura varia entre 90 °C e 150 °C. Mesmo com o aquecimento, o líquido não entra em ebulição por causa da pressurização do sistema.
Durante cerca de quatro horas, tecidos e compostos orgânicos do corpo se decompõem gradualmente. Ao final do processo, restam apenas os ossos.
Na prática, trata-se do mesmo processo químico que acontece na decomposição natural de um corpo enterrado, mas acelerado artificialmente dentro do equipamento.
O Que Acontece Após A Decomposição
Depois da decomposição, os ossos são secos e pulverizados em uma máquina chamada cremulador. O resultado é um pó fino.
Diferentemente das cinzas da cremação tradicional, esse material costuma ter coloração branca. Ele pode ser entregue à família da mesma forma que ocorre com restos cremados.
O líquido restante no tubo contém compostos orgânicos dissolvidos. Esse material pode passar por tratamento antes de retornar ao sistema de água.
Em alguns casos, o líquido também pode ser utilizado como fertilizante, sem provocar poluição ambiental, segundo as descrições do método.
Impacto Ambiental Menor E Adoção Internacional
O principal diferencial da aquamação está no impacto ambiental reduzido. O processo utiliza cerca de um sétimo da energia necessária para uma cremação convencional.
Além disso, a pegada de carbono pode ser até 75% menor em comparação com o método tradicional de cremação.
Outro detalhe curioso é que não é necessário remover marcapassos, próteses ou implantes antes do procedimento.
Como não existe combustão, não há risco de explosão durante o processo. Após a aqaumação, esses dispositivos permanecem intactos e podem ser retirados normalmente.
O método já é utilizado em alguns lugares, como Estados Unidos, Canadá e África do Sul. Ele ganhou notoriedade internacional após ser escolhido para o funeral do arcebispo Desmond Tutu.
Tutu foi vencedor do Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid. Seu funeral ajudou a dar visibilidade global à aquamação, que agora também passa a ser oficialmente permitida na Escócia.
Com informação de Super Interessante.

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