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Santa Catarina Inaugura Nueva Era Energética En Brasil Con Proyecto Pionero De Hidrógeno Verde Y Automatización Inteligente De Celesc

Escrito por Rannyson Moura
Publicado el 21/10/2025 a las 10:16
Santa Catarina entra para o mapa mundial da inovação energética com a primeira microrrede brasileira que integra energia solar e hidrogênio verde, desenvolvida pela Celesc e o Parque Tecnológico de Itaipu. Projeto marca um passo decisivo na transição energética do país. Fonte: IA
Santa Catarina entra para o mapa mundial da inovação energética com a primeira microrrede brasileira que integra energia solar e hidrogênio verde, desenvolvida pela Celesc e o Parque Tecnológico de Itaipu. Projeto marca um passo decisivo na transição energética do país. Fonte: IA
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Santa Catarina Entra Para O Mapa Mundial Da Inovação Energética Com A Primeira Microrrede Brasileira Que Integra Energia Solar E Hidrógeno Verde, Desenvolvida Pela Celesc E O Parque Tecnológico De Itaipu. Projeto Marca Um Passo Decisivo Na Transição Energética Do País.

Em Um Momento Em Que O Mundo Inteiro Busca Alternativas Sustentáveis Para Substituir Os Combustíveis Fósseis, Santa Catarina Se Destaca Com Um Projeto Inédito E Promissor. A Celesc, Em Parceria Com O Parque Tecnológico De Itaipu (PTI), Desenvolve A Primeira Microrrede Do Brasil Capaz De Integrar Energia Solar E Hidrógeno Verde Por Meio De Automação Inteligente — Uma Inovação Que Coloca O Estado No Centro Da Transição Energética Nacional.

O Projeto, Iniciado Em Agosto De 2023, Já Atingiu 78% De Execução Em Outubro De 2025 E Deve Iniciar Sua Operação Piloto Em Janeiro De 2026. Com Investimento De R$ 9,25 Milhões, A Iniciativa Combina Geração Solar, Armazenamento Em Baterias E Eletrólise Da Água Para Criar Um Sistema Autônomo, Estável E Totalmente Limpo.

Segundo Júlio Normey, Coordenador Do Laboratório Multiusuário De Hidrogênio Verde Da UFSC, O Conceito De Microrrede Revoluciona A Forma Como A Energia É Gerada E Distribuída:

“A Micro Rede É Um Conjunto De Sistemas De Geração, Armazenamento E Consumo De Energia. Chamamos Assim Porque É Uma Rede De Pequena Escala, Local, Diferente Das Redes Elétricas Convencionais — Como A Da Celesc, Que Está Conectada A Todo O Sistema Nacional.”

Faxinal Dos Guedes: O Laboratório Catarinense De Energia Limpa

A Nova Microrrede Será Instalada Na Usina Hidrelétrica Celso Ramos, Localizada Em Faxinal Dos Guedes, No Oeste Catarinense — Uma Região Com Alta Incidência Solar E Infraestrutura Elétrica Ideal Para Testes De Inovação Energética.

Os Equipamentos, Antes Da Instalação Definitiva, Estão Sendo Avaliados No Parque Tecnológico De Itaipu, No Paraná. Essa Fase É Essencial Para Ajustar A Integração Entre Os Componentes E Garantir Que O Sistema Opere De Forma Eficiente E Autônoma.

De Acordo Com Igor Kursancew Khairalla, Engenheiro Elétrico Da Celesc E Coordenador Do Projeto, A Escolha Do Local Foi Estratégica:

“Escolhemos Faxinal Dos Guedes Porque Lá Temos Uma Usina Hidrelétrica Da Celesc Geração E Alta Radiação Solar, O Que Melhora O Desempenho Do Sistema.”

O Projeto, Batizado De Gemai-H2V, Representa Uma Fusão Entre Ciência, Engenharia E Sustentabilidade. Jonas Villela De Souza, Engenheiro Eletricista No Itaipu Parquetec E Co-Coordenador Do Programa, Resume A Essência Da Iniciativa:

“Assim Como Na Usina De Celso Ramos, Em Faxinal Dos Guedes (SC), A Energia Utilizada Nesse Processo É 100% Renovável, O Que Caracteriza O Produto Como Hidrogênio Verde. Esse É O Conceito Do GEMAI: Um Sistema Inteligente E Autônomo, Capaz De Gerar, Armazenar E Reutilizar Energia Limpa De Forma Eficiente, Promovendo O Avanço Da Transição Energética No Brasil.”

Hidrógeno Verde: O Combustível Do Futuro E A Aposta Global Da Descarbonização

O Hidrogênio Verde Surge Como Um Dos Pilares Da Transição Energética Global. Ele É Produzido Por Eletrólise Da Água, Processo Que Separa Hidrogênio (H₂) E Oxigênio (O₂) Usando Energia Proveniente De Fontes Renováveis, Como Solar, Eólica, Hidrelétrica Ou Biomassa. O Termo “Verde” Se Refere À Ausência Total De Emissões De Carbono Durante Sua Produção.

Segundo Helton Alves, Diretor Técnico Da Associação Brasileira De Hidrogênio (ABH2), O Hidrogênio Pode Ser Obtido Tanto Por Energia Elétrica Quanto Por Biomassa Residual, Aproveitando Sobras Agrícolas E Industriais. Ele Classifica As Principais Categorias De Produção:

  • Hidrogênio Cinza: Produzido A Partir Do Gás Natural, Por Reforma A Vapor, Liberando Grandes Quantidades De CO₂.
  • Hidrogênio Azul: Utiliza O Mesmo Processo Do Cinza, Mas Com Captura E Armazenamento De Carbono (CCUS), O Que Mitiga Impactos Ambientais.
  • Hidrogênio Verde: Proveniente Exclusivamente De Fontes Renováveis, Sem Emissão De Gases Poluentes.

Entre Todas As Variantes, O Hidrogênio Verde É O Mais Sustentável E Promissor — Justamente O Que Está Sendo Implementado Em Santa Catarina.

Como O Projeto Catarinense Transforma Energia Solar Em Hidrogênio Limpo

Na Microrrede Gemai-H2V, A Energia Solar Captada Pelos Painéis Fotovoltaicos Alimenta Um Eletrolisador. Esse Equipamento Separa As Moléculas De Água (H₂O), Gerando Hidrogênio E Oxigênio. O Hidrogênio, Depois De Produzido, É Armazenado Sob Pressão Em Cilindros E Pode Ser Reconvertido Em Energia Elétrica Quando Necessário.

De Acordo Com Daniel Cantane, Gerente Do Centro De Tecnologias De Hidrogênio Do Itaipu Parquetec, O Processo É Fundamental Para Resolver Um Dos Maiores Desafios Das Energias Renováveis: O Armazenamento.

“Em Sistemas De Microrrede, As Fontes De Energia São Intermitentes. Todo O Excedente Gerado Pode Ser Armazenado Em Baterias Ou Hidrogênio Para Uso Posterior, Garantindo Eficiência E Estabilidade Do Sistema.”

Ao Contrário Das Baterias, O Hidrogênio Permite Armazenar Energia Por Longos Períodos Sem Perdas Significativas. Júlio Normey, Da UFSC, Destaca Essa Vantagem:

“Você Pode Deixar Um Tanque Cheio E, Um Ano Depois, A Energia Continuará Lá. Já Uma Bateria Se Descarrega Nesse Período. São Tecnologias Complementares: Bateria Para Uso Rápido, Hidrogênio Para Armazenamento Prolongado.”

Apesar Das Vantagens, A Eficiência Ainda É Um Desafio. Apenas Cerca De 25% Da Energia Usada Na Eletrólise Retorna Como Eletricidade, O Que Torna Os Projetos De Hidrogênio Verde Intensivos Em Investimento. Para Khairalla, No Entanto, O Valor Estratégico Supera O Custo Imediato:

“O Objetivo É Gerar Conhecimento E Preparar O País Para Quando A Tecnologia Se Tornar Economicamente Viável.”

O “Cérebro” Do Sistema: Automação E Inteligência Artificial Na Gestão Energética

Mais Do Que Um Projeto De Geração, A Inovação Catarinense Representa Um Salto Tecnológico Em Automação Energética. O Diferencial Da Microrrede Está Na Criação De Um Algoritmo Inteligente — Desenvolvido Pela Própria Celesc — Capaz De Gerenciar, Em Tempo Real, O Uso Das Fontes Energéticas Disponíveis.

“O Hidrogênio Verde Em Si Já É Conhecido, Mas O Nosso Diferencial É O Cérebro Do Sistema — O Algoritmo Que Define Qual Fonte Usar Em Cada Momento”, Explica Khairalla. “Ele Garante Qualidade E Segurança No Fornecimento De Energia, Trabalhando Com As Incertezas Do Clima E Da Demanda.”

Esse Sistema De Controle Inteligente Monitora Fatores Como Radiação Solar, Nível De Consumo, Carga Das Baterias E Estoque De Hidrogênio. Com Base Nesses Dados, O Algoritmo Decide Automaticamente Se Deve Utilizar Energia Solar, Armazenar Energia Em Forma De Hidrogênio Ou Recorrer Às Baterias.

Villela, Do Itaipu Parquetec, Detalha:

“O GEMAI Funciona Como O ‘Cérebro’ De Uma Microrrede, Que É Uma Pequena Rede Elétrica Independente, Capaz De Gerar, Armazenar E Distribuir Sua Própria Energia.”

A Automação Não Apenas Aumenta A Eficiência Energética, Mas Também Torna O Sistema Replicável Em Qualquer Região Do Brasil, Adaptando-Se A Diferentes Matrizes — Solar, Eólica Ou Hídrica.

Microrredes Inteligentes: Tendência Global E Nova Fronteira Da Transição Energética

A Integração Entre Automação E Hidrogênio Verde Já É Uma Tendência Consolidada Em Países Como Suíça, Alemanha, Índia E Japão. Nessas Regiões, Plantas Automatizadas Utilizam Sensores E Softwares De Inteligência Artificial Para Otimizar A Produção E O Armazenamento De Energia.

No Brasil, Projetos Semelhantes Começam A Despontar. Além Do Gemai-H2V, Há Iniciativas Como O MIRAHV, Desenvolvido Pela Norte Energia Na Usina Hidrelétrica Pimental (PA), E O Hub De Hidrogênio Verde No Porto Do Pecém (CE), Voltado À Exportação Para A Europa.

Segundo A Empresa De Pesquisa Energética (EPE), Já Existem Mais De 30 Projetos De Hidrogênio Verde Em Andamento No País — Embora Poucos Integre Automação De Forma Tão Avançada Quanto O Modelo Catarinense.

“Mas Não Basta Ter Os Equipamentos. É Preciso Que O Sistema Tenha Uma Gestão Inteligente Da Energia — Ou Seja, Saber Em Que Momento Carregar E Descarregar As Baterias, Quando Produzir Ou Utilizar O Hidrogênio. Se Essa Gestão For Mal Feita, O Sistema Não Será Eficiente”, Reforça Normey.

A Tendência É Que Os Custos Caiam Com O Avanço Da Tecnologia, Da Mesma Forma Que Ocorreu Com Os Painéis Solares Ao Longo Da Última Década. Daniel Cantane Acredita Que O Aprendizado Obtido Com O Projeto Catarinense Será Determinante:

“O Projeto Ajuda A Definir Arranjos Técnicos Ideais Para Microrredes, Preparando O Terreno Para A Viabilidade Futura.”

O Hidrogênio Verde No Centro Das Políticas Climáticas Globais

O Hidrogênio Verde É Hoje Uma Das Prioridades Da Agenda Climática Internacional. De Acordo Com Helton Alves, Mais De 50% Dos Objetivos De Desenvolvimento Sustentável (ODS) Da ONU Estão Relacionados À Economia Do Hidrogênio.

“Há Impacto Ambiental Na Redução Das Emissões De Gases De Efeito Estufa E Impacto Social Na Geração De Empregos E Capacitação. O Fator Humano Também É Decisivo Na Transição Energética.”

O Plano Nacional Do Hidrogênio (PNH2), Coordenado Pelo Ministério De Minas E Energia, Reforça Esse Compromisso. O Plano Prevê Instalar Plantas-Piloto Em Todas As Regiões Do País Até 2025, Tornando O Brasil O Produtor Mais Competitivo Até 2030 E Criando Hubs Regionais De Produção Até 2035.

Entre As Metas Estão O Marco Regulatório Do Hidrogênio Verde, Incentivos Fiscais, Investimento Em Pesquisa E Acesso A Financiamentos Sustentáveis. Júlio Normey Resume A Importância Desse Movimento:

“Os Equipamentos Vão Evoluir, Se Tornar Mais Eficientes, O Custo Vai Cair E, Com O Aumento Da Demanda, Cria-Se Um Ciclo Virtuoso.”

O Potencial Brasileiro E A Liderança Catarinense Na Energia Limpa

De Acordo Com A Agência Internacional De Energia (IEA), O Brasil Tem Potencial Para Atingir 41 GW De Capacidade Produtiva De Hidrogênio Verde Até 2030 — Energia Suficiente Para Abastecer Cerca De 205 Milhões De Residências.

Atualmente, O País Opera Apenas 5 MW, O Que Demonstra O Tamanho Da Oportunidade. Santa Catarina, Por Sua Vez, Desponta Como Referência Nacional: Possui Matriz Elétrica Majoritariamente Renovável, Alto Índice De Radiação Solar E Forte Potencial Eólico.

O Estado Ocupa Hoje O 6º Lugar No Ranking Nacional De Geração Solar, O Que Cria Condições Ideais Para Consolidar Polos De Produção De Hidrogênio Verde.

“Em Comparação Com Outros Países, Nosso Diferencial É A Diversidade De Fontes Renováveis Disponíveis. O Hidrogênio Verde Aproveita Essa Sobra E Evita O Desperdício De Recursos Naturais”, Reforça Helton Alves.

Segundo Ele, O Hidrogênio Pode Ser A Base De Uma Nova Indústria Nacional, Fortalecendo Economias Regionais E Criando Empregos Qualificados.

Transição Energética E O Papel Da Celesc No Futuro Sustentável Do Brasil

A Iniciativa Da Celesc Simboliza Mais Do Que Um Avanço Tecnológico — É Um Marco Estratégico Para A Soberania Energética Brasileira. Com Capacidade Inicial De 75 kW, O Sistema Piloto Em Faxinal Dos Guedes Poderá Abastecer De 20 A 25 Unidades Consumidoras, Demonstrando Na Prática Como O Hidrogênio Verde Pode Sustentar Comunidades Inteiras De Forma Autônoma E Limpa.

Para Os Especialistas Envolvidos, A Principal Lição É Clara: A Transição Energética Exige Não Apenas Inovação, Mas Também Planejamento E Investimento Contínuo.

O Projeto Catarinense Mostra Que O Futuro Do Hidrogênio Verde No Brasil Está Mais Próximo Do Que Se Imagina — E Que Ciência, Tecnologia E Sustentabilidade Podem Caminhar Juntas Rumo A Um Novo Modelo Energético Nacional.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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