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Multilateralismo En Riesgo: Lula Reacciona Ante El Unilateralismo De EE. UU. Y Habla De Dignidad

Escrito por Sara Aquino
Publicado el 24/01/2026 a las 16:34
Presidente critica unilateralismo dos EUA, alerta para crise na ONU e reforça a política externa brasileira baseada no diálogo.
Foto: IA
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, em São Paulo, que o multilateralismo vive um dos momentos mais críticos da história recente.

Durante um evento do MST, Lula criticou o avanço do unilateralismo de EUA, alertou para o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas e defendeu, mais uma vez, a reforma do Conselho de Segurança da ONU como caminho para reequilibrar a governança global. 

Ao abordar o cenário internacional, o presidente disse que o Brasil não pretende se submeter à lógica da força militar ou econômica. Segundo ele, mesmo reconhecendo a superioridade bélica norte-americana, o país manterá sua posição soberana. “O Brasil não vai abaixar a cabeça”, afirmou. 

Críticas Diretas à Proposta de uma “Nova ONU” 

Durante o discurso, Lula afirmou que a Carta da ONU vem sendo sistematicamente desrespeitada.

Para ele, o mundo caminha para um modelo em que decisões globais são tomadas por poucos países, enfraquecendo o diálogo coletivo. 

“A carta da ONU está sendo rasgada”, disse o presidente.

“E ao invés de a gente corrigir a ONU — que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU, com a entrada de novos países — … o que está acontecendo?

O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU em que ele, sozinho, é o dono da ONU.” 

Assim, a fala foi direcionada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem Lula atribui a tentativa de impor um novo modelo de governança internacional baseado no unilateralismo. 

Multilateralismo como Pilar da Política Externa Brasileira 

Segundo Lula, a política externa brasileira seguirá comprometida com o diálogo, a diplomacia e o fortalecimento de instituições multilaterais.

Para o presidente, o abandono do multilateralismo abre espaço para conflitos e para a chamada “lei do mais forte”. 

“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo”, disse Lula no evento.

Assim, a declaração reforça a posição histórica do Brasil de defesa de fóruns internacionais inclusivos, nos quais países em desenvolvimento tenham maior poder de decisão. 

Além disso, Lula destacou que a reforma do Conselho de Segurança da ONU é essencial para refletir o atual equilíbrio geopolítico, incluindo novas potências regionais e globais no processo decisório. 

Articulação Internacional para Conter o Unilateralismo 

Nos últimos dias, Lula afirmou ter intensificado o diálogo com líderes globais em busca de apoio ao multilateralismo.

Segundo ele, as conversas tiveram como foco evitar a escalada de tensões internacionais e preservar mecanismos coletivos de decisão. 

Entre os interlocutores citados estão o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum

De acordo com Lula, o objetivo dessas articulações é fortalecer alianças diplomáticas e impedir que decisões globais sejam concentradas em um único país ou bloco. 

Dignidade Nacional Acima do Poder Militar 

Durante o evento, o presidente também comentou a situação das Forças Armadas brasileiras.

Ele reconheceu as limitações estruturais e orçamentárias do país, mas afirmou que isso não compromete a soberania nacional. 

“Não temos armas, mas temos dignidade”, declarou Lula.

Nesse contexto, Lula voltou a defender uma ordem internacional mais equilibrada, na qual o multilateralismo funcione como instrumento de mediação, cooperação e paz. 

Lula e a Geopolítica Internacional em um Cenário de Tensão 

A fala do presidente ocorre em um momento de crescente instabilidade global, marcado por conflitos regionais, disputas comerciais e tensões diplomáticas entre grandes potências.

Para Lula, a geopolítica internacional exige respostas coletivas, e não ações isoladas. 

Ao reforçar a defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU e criticar o unilateralismo dos EUA, o presidente reposiciona o Brasil como um ator ativo no debate sobre o futuro da governança global. 

Assim, Lula reafirma o papel histórico da diplomacia brasileira na busca por diálogo, equilíbrio e respeito entre as nações, mesmo em um cenário internacional cada vez mais polarizado. 

Veja mais em: “Carta da ONU está sendo rasgada”, diz Lula ao criticar plano de Trump

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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