Presidente Critica Unilateralismo de EUA, Alerta para Crise na ONU e Reforça a Política Externa Brasileira Baseada no Diálogo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, em São Paulo, que o multilateralismo vive um dos momentos mais críticos da história recente.
Durante um evento do MST, Lula criticou o avanço do unilateralismo de EUA, alertou para o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas e defendeu, mais uma vez, a reforma do Conselho de Segurança da ONU como caminho para reequilibrar a governança global.
Ao abordar o cenário internacional, o presidente disse que o Brasil não pretende se submeter à lógica da força militar ou econômica. Segundo ele, mesmo reconhecendo a superioridade bélica norte-americana, o país manterá sua posição soberana. “O Brasil não vai abaixar a cabeça”, afirmou.
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Críticas Diretas à Proposta de uma “Nova ONU”
Durante o discurso, Lula afirmou que a Carta da ONU vem sendo sistematicamente desrespeitada.
Para ele, o mundo caminha para um modelo em que decisões globais são tomadas por poucos países, enfraquecendo o diálogo coletivo.
“A carta da ONU está sendo rasgada”, disse o presidente.
“E ao invés de a gente corrigir a ONU — que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU, com a entrada de novos países — … o que está acontecendo?
O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU em que ele, sozinho, é o dono da ONU.”
Assim, a fala foi direcionada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem Lula atribui a tentativa de impor um novo modelo de governança internacional baseado no unilateralismo.
Multilateralismo como Pilar da Política Externa Brasileira
Segundo Lula, a política externa brasileira seguirá comprometida com o diálogo, a diplomacia e o fortalecimento de instituições multilaterais.
Para o presidente, o abandono do multilateralismo abre espaço para conflitos e para a chamada “lei do mais forte”.
“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo”, disse Lula no evento.
Assim, a declaração reforça a posição histórica do Brasil de defesa de fóruns internacionais inclusivos, nos quais países em desenvolvimento tenham maior poder de decisão.
Além disso, Lula destacou que a reforma do Conselho de Segurança da ONU é essencial para refletir o atual equilíbrio geopolítico, incluindo novas potências regionais e globais no processo decisório.
Articulação Internacional para Conter o Unilateralismo
Nos últimos dias, Lula afirmou ter intensificado o diálogo com líderes globais em busca de apoio ao multilateralismo.
Segundo ele, as conversas tiveram como foco evitar a escalada de tensões internacionais e preservar mecanismos coletivos de decisão.
Entre os interlocutores citados estão o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
De acordo com Lula, o objetivo dessas articulações é fortalecer alianças diplomáticas e impedir que decisões globais sejam concentradas em um único país ou bloco.
Dignidade Nacional Acima do Poder Militar
Durante o evento, o presidente também comentou a situação das Forças Armadas brasileiras.
Ele reconheceu as limitações estruturais e orçamentárias do país, mas afirmou que isso não compromete a soberania nacional.
“Não temos armas, mas temos dignidade”, declarou Lula.
Nesse contexto, Lula voltou a defender uma ordem internacional mais equilibrada, na qual o multilateralismo funcione como instrumento de mediação, cooperação e paz.
Lula e a Geopolítica Internacional em um Cenário de Tensão
A fala do presidente ocorre em um momento de crescente instabilidade global, marcado por conflitos regionais, disputas comerciais e tensões diplomáticas entre grandes potências.
Para Lula, a geopolítica internacional exige respostas coletivas, e não ações isoladas.
Ao reforçar a defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU e criticar o unilateralismo dos EUA, o presidente reposiciona o Brasil como um ator ativo no debate sobre o futuro da governança global.
Assim, Lula reafirma o papel histórico da diplomacia brasileira na busca por diálogo, equilíbrio e respeito entre as nações, mesmo em um cenário internacional cada vez mais polarizado.
Veja mais em: “Carta da ONU está sendo rasgada”, diz Lula ao criticar plano de Trump

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