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El megaproyecto de 1 billón de dólares para salvar a América de la escasez de agua

Escrito por Noel Budeguer
Publicado el 18/06/2025 a las 17:30
Actualizado el 18/06/2025 a las 17:31
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Concebido Para Remodelar O Continente, O Plano De US$ 1 Trilhão Da NAWAPA Queria Transportar Bilhões De Litros De Água Do Norte Gelado Para Desertos Árridos

Imagine Um Sistema Que Capta Rios Inteiros No Alasca E No Noroeste Canadense, Direcionando Essa Água — Dividida Por Um Trilhão De Dólares E Com Quase Quatro Décadas De Construção — Para Irrigar Desertos Do Sudoeste Dos EUA E Do Norte Do México. Esta Era A Proposta Da NAWAPA (North American Water and Power Alliance), Idealizada Nos Anos 1960 Por Ralph M. Parsons, Com Apoio Técnico Do Corpo De Engenheiros Do Exército Dos EUA.

Crescimento Populacional E Inflação No Uso Da Água

Na Época Do Pós-Guerra, Os EUA Viveram Dois Fenômenos: Um Bebê Nascía A Cada Segundo (76 Milhões Entre 1946–64), E A Indústria Dobrou Sua Produção. Só Para Se Ter Ideia, O Consumo De Água Passou De 180 Para 270 Bilhões De Galões Diários Na Década De 50. Estados Árridos Como Califórnia, Arizona E Nevada, Além Do Norte Mexicano, Sentiam Na Pele Essa Explosão Na Demanda.

Como Funcionaria O Projeto

A NAWAPA Consistia Em:

  • Desviar Rios Como Yukon, Liard E Peace;
  • Construir Um Reservatório De 500 Milhas No Rocky Mountain Trench;
  • Distribuir Essas Águas Por Gravidade Ou Bombeio Para Montana, Colorado, Utah, Nevada, Arizona, Califórnia E Noroeste Mexicano;
  • Complementar O Desvio Enviando Água Para Os Grandes Lagos, Estabilizando Seus Níveis;
  • Levantar Estimativas: 369 Obras Em 30 Anos — Usando 200 Milhões De Sacos De Cimento, 30 Milhões De Toneladas De Aço, 100 Mil Toneladas De Cobre/Alumínio — Gerando 4 Milhões De Empregos E 3,8 GW De Energia (Suficiente Para 3 Milhões De Lares).

Contas Complicadas

Na Década De 1960, O Custo Estimado Era De US$ 100 Bilhões — O Equivalente A Mais De US$ 1 Trilhão Atuais, Chegando Perto Do Orçamento Do Sistema Interestadual De Rodovias. A Parsons Estimou Pagamento Do Investimento Em 50 Anos Monetizando Água E Energia.

Políticos Conservadores E Progressistas Apoiaram A Ideia. O Congressista Jim Wright Afirmou Que “A NAWAPA Tem Potencial Quase Ilimitado Se Tivermos Coragem E Visão”; O Senador Frank Moss Elogiou Pelo Escopo Em Seu Livro The Water Crisis; E O Então Primeiro-Ministro Canadense Lester Pearson Apontou O Projeto Como Uma Das Iniciativas Mais Importantes Da História Canadense.

Environmentalismo E Soberania Em Choque

Nos Anos 1970, Com Leis Como A NEPA Exigindo Estudos Profundos, O Projeto Encontrou Grandes Críticas. Especialistas Alertaram Que Barragens No Yukon Impactariam Migração De Salmão, Ecossistemas E Comunidades Indígenas — Inclusive A Cidade De Prince George (BUC) Poderia Ser Deslocada. O Hydrologist Luna Leopold Catalogou O Projeto Com Palavras Duras, Afirmando Que “O Dano Ambiental Causado Por Aquilo Não Pode Ser Nem Descrito”. Autoridades O Chamaram De “Anticristo Hidrológico”. O Historiador William DeBuys Afirmou Que Foi Vítima Da Própria Grandiosidade.

E Mais: Faltou Coordenação Trilateral E Proteção Aos Direitos Dos Povos Originários No Canadá E EUA.

Renascimento Moderno?

Apesar De Enterrado No Limbo Histórico, A Ideia Ressurgiu Em 2012 Com O NAWAPA XXI, Promovido Pelo Grupo De Lyndon LaRouche, Que Ampliou O Escopo Para 42 GW De Energia Excedente E Duplicação Da Área Irrigável No Sudoeste Dos EUA. Seu Representante, Michael Kirsch, Defendeu O Financiamento Por Meio De Um Retorno Ao Sistema De Crédito Nacional. Ainda Assim, Críticos Dizem Que A Iniciativa Ignora Impactos Ambientais E Carece De Sustentabilidade Real.

Comparações Globais E Limites Do Modelo

A China Mostrou Que Mega‑Projetos Hídricos Podem Dar Certo, Com Obras Como O South–North Water Transfer Project E A Barragem De Três Gargantas, Mas Com Controle Ambiental Mais Rigoroso.

Entretanto, O Clima Mudou: Secas Extremas E Chuvas Mais Intensas Colocam Em Xeque Sistemas Fixos. Estudos Da Frontiers In Environmental Science Alertam Que Essas Combinações Tornam Projetos De Matriz Única Arriscados E Ecologicamente Vulneráveis.

Vale A Pena Ressuscitar A NAWAPA?

  • Tecnologia: Viável?
    Sim. As Técnicas De Barragens, Canais E Bombeamento Já Eram Dominadas Nos Anos 60.
  • Financeiramente: Justificável?
    Talvez. A Arrecadação A Longo Prazo Poderia Cobrir Os Custos, Mas Dependeria De Estabilidade Política Trilateral.
  • Ambiental E Socialmente: Sustentável?
    Não, A Menos Que O Projeto Fosse Reformulado Com Proteções Ecológicas E Respeito Às Comunidades.
Video de YouTube

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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