Donald Trump Anuncia Cessar-Fogo Em Gaza Mediado Por Líderes Globais; Israel E Hamas Ficam Fora Do Encontro.
Em Um Movimento Histórico, Líderes De Mais De 20 Países Assinaram Nesta Segunda-Feira (13), No Egito, Um Acordo De Cessar-Fogo Em Gaza, Marco Do Plano De Paz Proposto Pelo Ex-Presidente Dos Estados Unidos, Donald Trump.
A Cerimônia, Batizada De “Cúpula Da Paz Em Gaza”, Ocorreu Na Cidade De Sharm El-Sheik, Reunindo Chefes De Estado De Egito, Turquia E Catar — Mediadores Das Negociações.
No entanto, Israel E O Grupo Hamas Não Participaram Da Assinatura, Apesar De Serem Os Principais Envolvidos No Conflito.
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O Anúncio Veio Poucas Horas Após O Hamas Libertar 20 Reféns Israelenses Vivos, Encerrando Mais De Dois Anos De Cativeiro.
Segundo Trump, Este É O Início De Uma Nova Fase Que Discutirá A Reconstrução De Gaza E A Transição De Governança Local.
“Conseguimos Fazer O Impossível. As Pessoas Duvidaram Que Haveria Paz No Oriente Médio. Agora, Começa A Reconstrução”, Declarou O Republicano.
Uma Nova Fase Para O Oriente Médio
O Acordo De Cessar-Fogo Em Gaza Marca O Fim Formal Dos Ataques E Prevê O Recuo Gradual Das Tropas Israelenses Do Território Palestino.
Conforme O Plano Apresentado Pela Casa Branca, As Forças Militares De Israel Já Começaram A Se Retirar Para Uma Linha De Fronteira Previamente Acordada Com O Hamas, Reduzindo A Área De Ocupação De 75% Para 53%.
O Objetivo Central É Abrir Caminho Para Uma Paz Duradoura Na Região, Com A Criação De Um Conselho Internacional Responsável Por Supervisionar Gaza Durante O Período De Transição.
Essa Estrutura Ainda Será Detalhada, Mas Já Desperta Discussões Sobre Sua Composição E Legitimidade, Especialmente Diante Da Ausência Dos Dois Lados Do Conflito Nas Negociações.
Liberação De Reféns E Troca De Prisioneiros
Segundo Informações Oficiais, O Hamas Mantinha 48 Reféns Desde O Ataque Terrorista De Outubro De 2023. Com O Novo Acordo, 20 Foram Libertados Vivos, Enquanto 28 São Considerados Mortos Ou Desaparecidos.
Em Contrapartida, O Governo De Israel Começou A Liberar Cerca De 2 Mil Prisioneiros Palestinos, Incluindo 250 Condenados À Prisão Perpétua.
Os Detentos Foram Encaminhados Pela Cruz Vermelha Para Gaza, Cisjordânia E Países Árabes Vizinhos.
Essa Troca É Vista Como Um Gesto De Boa Vontade Que Reforça O Esforço Diplomático Para Consolidar O Cessar-Fogo Em Gaza E Reduzir As Tensões Regionais.
A Ausência De Israel E Hamas Levanta Dúvidas
Apesar De Ser O Centro Do Conflito, Israel Não Enviou Representantes À Cúpula. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu Alegou Questões Religiosas Para Justificar Sua Ausência, Mas Declarou Que O País Permanece “Comprometido Com A Paz”.
Já O Hamas, Classificado Como Organização Terrorista Por Diversas Nações, Manteve Distância Das Negociações, Embora Tenha Aceitado Os Termos Básicos Do Cessar-Fogo.
Essa Ausência Levanta Questionamentos Sobre A Eficácia Prática Do Acordo E Sobre Como Será Implementado O Novo Modelo De Governo Mundial De Supervisão Em Gaza, Proposto Pelos Mediadores.
O Hamas Já Sinalizou Resistência A Qualquer Tipo De Tutela Estrangeira No Território.
Participação Global E Impacto Político
Além De Trump, O Encontro Reuniu Nomes De Peso Da Política Internacional, Como Abdul Fatah Al-Sisi (Egito), Recep Tayyip Erdogan (Turquia), Tamim Bin Hamad Al Thani (Catar), Emmanuel Macron (França), Giorgia Meloni (Itália), Keir Starmer (Reino Unido) E Mahmoud Abbas (Autoridade Palestina).
Em Seu Discurso, Trump Classificou O Dia Como “Histórico Para O Oriente Médio” E Afirmou Que “A Era Do Terror Chegou Ao Fim”.
O Ex-Presidente Americano Foi Aplaudido No Parlamento Israelense, Onde Prometeu Continuar Mediando A Paz E “Reconstruir Gaza Com Apoio Global”.

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