1. Inicio
  2. / Ciencia y tecnología
  3. / Investigadores de la Universidad de East London construyeron una escuela utilizando bloques de bagazo de caña como materia prima.
Tiempo de lectura 3 min de lectura Comentarios 0 comentarios

Investigadores de la Universidad de East London construyeron una escuela utilizando bloques de bagazo de caña como materia prima.

Publicado el 25/04/2025 a las 19:59
Material inovador, Blocos, Cana-de-açúcar, Bagaço de cana
Créditos: Universidade de East London (UEL)
  • Reacción
1 persona reaccionó a esto.
Reaccionar al artículo

Sugarcrete Transformando Residuos de Cana-de-Açúcar em Blocos Ecológicos para uma Nova Geração de Construções

No Panchsheel Inter College, em Uttar Pradesh, uma nova ala escolar acaba de ser inaugurada. O que chama atenção não é somente o design, mas o material utilizado. Em vez de concreto ou tijolos tradicionais, a construção foi feita com blocos de Sugarcrete, um material inovador criado a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

O Sugarcrete foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de East London (UEL), que viram no resíduo da cana uma oportunidade de transformar a construção civil. O material mistura bagaço, areia e ligantes minerais, criando blocos leves, resistentes ao fogo, com bom isolamento térmico e acústico.

Sugarcrete: Menos Carbono e Mais Acessibilidade

O projeto nasceu no Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade da UEL, liderado por Alan Chandler e Armour Gutierrez Rivas. Segundo a equipe, os testes de laboratório mostram que o Sugarcrete emite seis vezes menos carbono que os tijolos comuns e vinte vezes menos que o concreto.

Com somente 30% da produção mundial de bagaço, seria possível substituir toda a indústria tradicional de tijolos e economizar até 1,08 bilhão de toneladas de CO₂, afirmam os pesquisadores.

Outro diferencial do Sugarcrete é seu acesso aberto. Sem patentes, ele pode ser produzido por qualquer pessoa que tenha os ingredientes certos e ferramentas básicas, beneficiando comunidades locais.

Primeiro Projeto Real com o Material à Base de Cana-de-Açúcar

O material já começou a ser testado em larga escala. Em parceria com a empresa Chemical Systems Technologies (CST) da Índia, a equipe da UEL montou a primeira unidade de produção local de Sugarcrete.

Arquitetos do escritório Grimshaw também colaboraram, criando blocos interligados que permitem construir estruturas sem argamassa.

A nova ala da escola em Uttar Pradesh é o primeiro projeto real em grande escala usando o material. Para Alan Chandler, a experiência traz lições valiosas sobre a transição para práticas de construção sustentáveis.

Desafios e Testes em Condições Reais

Apesar do sucesso inicial, ainda existem desafios. A equipe destaca a necessidade de garantir a disponibilidade dos materiais e de desenvolver habilidades locais, como a aplicação de rebocos de cal. A resistência do Sugarcrete também está sendo posta à prova.

Embora os testes de laboratório tenham mostrado bons resultados em resistência ao fogo, compressão e isolamento, o verdadeiro teste será o desempenho do material ao longo dos anos diante de chuva intensa, calor extremo e desgaste natural.

Um Futuro Global para o Sugarcrete

A Índia, que produz cerca de 400 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, tem matéria-prima abundante para expandir o uso do Sugarcrete. E o potencial vai além. O mundo todo gera quase dois bilhões de toneladas de cana, resultando em 600 milhões de toneladas de bagaço.

Atualmente, esse resíduo é muitas vezes queimado ou descartado. Com o Sugarcrete, ele pode ganhar um novo destino, ajudando a construir estruturas sólidas e sustentáveis.

A nova ala do Panchsheel Inter College mostra que é possível transformar lixo em material inovador e que a construção civil pode entrar em uma nova era.

Com informações de ZME Science.

Suscribir
Notificar de
guest
0 Comentarios
Más reciente
Más viejo Más votado
Comentario
Ver todos los comentarios
Romário Pereira de Carvalho

Ya he publicado miles de artículos en portales reconocidos, siempre con un enfoque en contenido informativo, directo y de valor para el lector. No dude en enviar sugerencias o preguntas.

Compartir en aplicaciones
0
Nos encantaría conocer tu opinión sobre este tema, ¡deja tu comentario!x