Gigante china anuncia tarifas menores, estreia no 4º trimestre de 2025 e busca 120 mil repartidores até 2026.
A Gigante china Keeta, subsidiária da Meituan, está preparando sua entrada no mercado brasileiro de delivery de refeições com um plano de US$ 1 bilhão em cinco anos, promessa de tarifas mais baixas para restaurantes e uma meta ambiciosa: cadastrar 120 mil repartidores até 2026. O movimento busca romper a hegemonia do iFood, que concentra mais de 80% do setor. Segundo o Diário do Povo, a estratégia combina tecnologia, capital e uma leitura do momento regulatório no país.
Com lançamento previsto para o 4º trimestre de 2025, a Gigante china deseja estrear em uma cidade menor e, em seguida, acelerar a expansão para São Paulo e demais capitais.
De acordo com o Diário do Povo, a empresa pretende estar presente nas 15 maiores regiões metropolitanas até junho de 2026, a aproveitando a limitação de contratos de exclusividade definida pelo Cade para fomentar a competição.
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Por que o Brasil está no radar
O Brasil é o 5º maior mercado de delivery do mundo, com cerca de US$ 12 bilhões em movimentação anual e crescimento próximo de 20% ao ano.
Para a Keeta, esse tamanho somado ao avanço regulatório cria a janela ideal para um novo competidor de escala.
“Mercado grande, com hábito de consumo em ascensão e espaço para eficiência tecnológica” — é a síntese que orienta a aposta.
A Gigante china pretende elevar a frequência média de pedidos do brasileiro (hoje perto de 3 por mês) com logística mais previsível e incentivos operacionais, mirando patamar próximo ao observado em seus mercados internacionais.
Como a Keeta pretende competir
Tarifas menores que as do iFood atualmente entre 25% e 30% são o primeiro pilar. A Keeta fala em “alguns pontos percentuais abaixo”, sem adotar “comissão zero”.
A ideia é ganhar adesão por preço e previsibilidade, não por subsídio artificial.
Outro diferencial é a garantia de compensação em caso de atraso, política já testada em outros países onde o grupo atua.
A Gigante china planeja usar roteirização inteligente e centros de apoio regionais para reduzir tempos mortos e melhorar a experiência de restaurantes, repartidores e consumidores. “Compromisso com prazo” é a mensagem.
Estratégia para repartidores e restaurantes
A meta de 120 mil repartidores até 2026 concentra esforços iniciais em São Paulo, com programas de ativação e retenção baseados em rotas mais eficientes, ganhos por hora previsíveis e suporte local.
A Gigante china busca evitar a alta rotatividade típica do setor, oferecendo treinamento e ferramentas de produtividade.
Para restaurantes, a proposta é abrir mão de exclusividade e simplificar a integração. Onboarding rápido, painel de gestão com dados em tempo real e suporte técnico estão no pacote.
A Gigante china acredita que “cobrar menos e servir melhor” é o caminho para destravar cardápios locais que hoje evitam marketplaces pelo custo.
Tecnologia, escala e promessas de nível de serviço
Vinda de um ecossistema que processa picos de até 120 milhões de pedidos/dia, a Keeta quer reproduzir no Brasil a lógica de “algoritmo + densidade”: quanto mais pedidos por zona, maior a precisão de previsão e menor o custo por entrega.
A Gigante china afirma que trará telemetria de frota, despacho dinâmico e previsão de demanda por bairro, reduzindo cancelamentos.
Inovações como drones estão no radar, dependendo de regulação específica. Por ora, a prioridade é malha terrestre otimizada, com SLA de entrega e compensação automática quando o prazo estourar. “Confiabilidade antes do futurismo” resume a fase 1.
Regulação e ambiente competitivo
A limitação de exclusividades pelo Cade abriu espaço para novos entrantes. A Gigante china pretende competir pelo mérito, evitando pagar para bloquear restaurantes em outros apps, prática que, além de implausível economicamente, contraria regras em alguns dos mercados onde o grupo já atua.
O iFood segue com massa crítica e marca forte, mas o setor deve reprecificar tarifas e serviços diante de uma rival com capital e tecnologia.
A disputa deve se traduzir em melhorias de UX, prazos mais estáveis e ferramentas de gestão para parceiros e menos amarras contratuais.
Riscos, limites e execução
A entrada em cidade-piloto antes de São Paulo reduz risco operacional, mas a prova de fogo é a escala: manter NPS alto, tempo de entrega competitivo e unit economics positivos ao crescer.
A Gigante china depende de densidade de pedidos, malha de repartidores saudável e adesão dos restaurantes para sustentar o plano sem queimar caixa além do necessário.
Outro desafio é educar o consumidor: “pagar menos com mais previsibilidade” precisa se tornar percepção tangível.
A Keeta aposta em comunicação clara sobre prazos e compensação automática, além de promoções calibradas para não entrar em um efeito de dependência de desconto.
A chegada da Gigante china Keeta promete reprecificar tarifas, elevar níveis de serviço e abrir o jogo em um mercado com liderança consolidada.
Se a execução entregar o que promete, restaurantes podem pagar menos, repartidores ganhar previsibilidade e consumidores receber pedidos mais pontuais.
Para você, qual deve ser a prioridade dessa nova concorrente para ganhar tração: tarifa mais baixa para restaurantes, melhor remuneração e rotas para repartidores ou entrega com prazo garantido para o cliente? Conte nos comentários sua visão especialmente se você é do setor.

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